quarta-feira, 9 de março de 2011

Eu quero ver a montanha...


Na foto acima, entre o homem e o chão há uma enorme distância. Ele precisou subir bem alto para conseguir visualizar uma montanha que queria muito ver mas do chão, onde estava antes, não conseguia. Esta subida exigiu dele esforço.

Muitas vezes precisamos tomar atitudes assim, mudar de posição para ver o novo, ver de forma diferente e até mesmo encontrar aquilo que há tanto tempo procuramos.

Até o momento de subir, ir para a direita ou para a esquerda, enfim mudar de lugar ou de direção, padecemos um bocado. Abrigamos dentro de nós um conflito, como se estivéssemos de pé, de braços abertos e alguém nos puxasse para a direita por um braço e outro alguém nos puxasse para a esquerda pelo outro braço. Dor, cansaço, fatiga.... 

Mas depois do primeiro passo, meio trôpego, é verdade, vem o segundo, o terceiro, aceleramos e ... corremos para o nosso alvo. Aí, já não há mais medo. Já sabemos onde vamos e o que nos espera. Sonhamos tanto...Tiramos um fardo de nossos ombros. Leves, livres...

Correndo sim, nos esforçando, sim, mas leves, livres e soltos... Comprometidos com onde chegar, sim, sem nos desviar, sim, mas felizes pelo caminho...

Eu tomei essa decisão. Espero que você também... Se não, não demore muito... Ver a "montanha vale a pena"!

Entregue a sua vida pra Jesus. Ele é o caminho, a verdade e a vida...

terça-feira, 8 de março de 2011

Lado "A" ou "B"? Eu fico com o "C"!

Depois de alguma observação, gostaria de ponderar sobre um assunto de extrema importância para nós, como seres relacionais que somos.
Gostaria de fazer algumas colocações sobre agir com "equilíbrio".
Um ponto importante para se obter equilíbrio é conhecer vários os pontos de vista existentes sobre o mesmo assunto. Ouvi de alguém que a verdade não está nem com A e nem está com B. Ela está no meio dos dois pontos, que podemos chamar de C.
Em outras palavras, em qualquer situação de discussão entre duas pessoas, antes de dizer que A ou B estão certos, que tal ouvir os dois e fazer um balanço da situação. Tenho certeza que aparecerá um ponto C para equilibrar nossa intervenção.
Se vejo apenas de um ponto de vista não vou ter uma posição equilibrada porque não ouvi o "outro lado da história".
Lembro também de uma psicóloga que me recomendou um livro, um livro infantil, mas valioso para nós adultos: "Tudo depende de onde se vê". É só fazer um teste básico. Suba no sofá da sua casa e faça uma descrição do ambiente, posicionando os objetos. Depois sente-se no chão da sua sala e faça o mesmo. Incrível, não é mesmo?
Fica o convite: vamos olhar os dois lados? Vamos nos colocar no lugar do outro? Quem sabe a gente não vai ter uma bela surpresa com o caminho que os relacionamento vão tomar....

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Tempo - Minha Opção


Elizabeth Alves Pinto

Recebi uma visita ontem. Grande amiga. Estávamos conversando sobre foco, e chegamos à conclusão que não dá pra ter tudo, principalmente devido ao conceito de tempo do sistema em vivemos hoje.

Ela foi embora e fiquei pensando: vivemos neste sistema mas não somos dele. Então, devemos viver em que escala de tempo, em que escala de realizações?

O dia tem 24 horas. Em muitos lugarejos, no interior de nosso país, a criação dá o tom do tempo. Acorda-se com o nascer do sol. O trabalho cessa no lusco-fusco. Aí tem o banho, a janta, os causos na varanda da casa, depois o descanso. Planta-se na primeira chuva. Colhe-se depois das chuvas. Há tempo pra uma visita, café e boa prosa.

Quanto mais "polis" mais difícil isso fica. Quanto mais "tecno" menos contato, abraço e sorrisos. Menos tempo? Mas o tempo não é o mesmo? 24 horas?

Chego à conclusão que não sabemos usar tudo o que temos à mão para ter mais momentos de qualidade, de prazer. Damos prioridade à lista de tarefas sem deixar espaço para uma caminhada na praça; olhar para o céu (a lua é tão linda!); entabular uma conversa com o vizinho, entre tantas coisas. Questão de prioridade!

Faço hoje o compromisso de dar mais atenção à minha família do que à minha caixa de e-mails. De dizer sim para a caminhada até a padaria, na companhia deles, no final da tarde para comprar o pão quentinho para o lanche. De prestar atenção à narrativa de como foi o final de semana do meu filho, mesmo que entrecortada em vários atos (ele conta uma coisa de cada vez...). Enfim, de prestar atenção aos que me cercam e amá-los, não perdendo a oportunidade da comunhão e da alegria que ela traz.

O tempo? O tempo do sistema? Passa para a linha de baixo, para o número dois ou três, ou até mais... quem sabe...